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Configurando tipos de tarefas

Configurando tipos de tarefas

Quando um fluxo de processo é desenhado, e uma tarefa é definida como Tarefa de Usuário ou Tarefa de Serviço, algumas opções que possuem integração com outros sistemas da Betha podem ser configuradas no menu lateral direito.

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Tarefas de Usuário

Para as Tarefas de Usuário (User Task), duas opções principais se integram aos sistemas Betha e devem ser configuradas no menu lateral direito: Atribuições e Formulários.

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Atribuições e Catálogo de Atores

Nesta aba, o usuário define quem terá responsabilidade ou acesso à tarefa utilizando mnemônicos vinculados ao Catálogo de Atores. Com esta estrutura, a configuração da tarefa torna-se independente de nomes de usuários específicos no desenho do processo, permitindo que a vinculação real das pessoas seja realizada de acordo com a necessidade operacional de cada entidade .

As opções de atribuição são:

  • Responsável: define o usuário que efetivamente executará a tarefa no sistema. O sistema listará para escolha apenas os atores do tipo Pessoa previamente cadastrados no catálogo.

  • Grupos: permite definir setores ou departamentos envolvidos na tarefa. Serão listados apenas os atores do tipo Grupo configurados no catálogo.

  • Participantes: indica usuários que possuem permissão para visualizar e acompanhar a tramitação da tarefa, sem a obrigação de executá-la. Estarão disponíveis para seleção os atores do tipo Pessoa.

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A grande vantagem desta abordagem é a flexibilização operacional. O mapeamento real de qual usuário ou grupo do sistema Conecta corresponde a cada ator do BPM é realizado individualmente em cada entidade.

Importante

No momento da execução de uma instância, o motor do BPM consulta o Conecta para resolver os atores. Caso um ator configurado no modelo não esteja mapeado na entidade, o sistema não conseguirá atribuir a tarefa, gerando um incidente que deve ser tratado no acompanhamento.

Formulários por Processo

Os formulários são intrínsecos ao processo. Isso garante maior portabilidade e integridade aos dados coletados.

  • Escopo local: os formulários são cadastrados e gerenciados especificamente para o fluxo em que serão utilizados, não sendo mais globais para todo o sistema.

  • Portabilidade: ao exportar ou importar um processo, todos os esquemas de formulários vinculados são carregados automaticamente como parte do pacote do processo.

  • Continuidade de dados: caso o mesmo formulário seja designado a mais de uma etapa do fluxo, o sistema mantém a continuidade no preenchimento e exibição das informações coletadas nas fases anteriores.

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Dica

Ao configurar fontes de dados nos formulários, o retorno da informação ocorre no formato de objeto. Para utilizar esses dados em outras etapas do processo ou em regras de validação, o usuário deve referenciar o campo desejado utilizando a sintaxe fonte.campo (por exemplo: usuario.nome ou acesso.username).

Tarefas de Serviços

As Tarefas de Serviço (Service Task) destinam-se à execução automatizada de funções, serviços ou integrações com sistemas externos sem a necessidade de intervenção humana. No Betha BPM, estas tarefas são configuradas para realizar operações de backend, como chamadas de API, cálculos e processamento de dados. O sistema suporta quatro tipos principais de execução para Tarefas de Serviço: Script, Relatório, Assinatura e Expressão.

Interface de Configuração

Ao definir uma tarefa como External (externa) na aba Implementação, o usuário dispõe de uma Interface de Configuração que atua como um facilitador. Ao selecionar o tipo de serviço desejado, o sistema consulta a entidade e carrega automaticamente todos os parâmetros de entrada e saída necessários, reduzindo a necessidade de preenchimentos manuais de IDs técnicos.

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Execução de Script

Este recurso permite a execução de scripts personalizados para manipulação de dados do processo.

  • A aba Implementação deve ser definida como External e o campo Topic deve conter o valor workerScript.

  • Através da Interface de Configuração, o usuário seleciona o sistema e o script desejado. O sistema popula automaticamente os campos de Entradas (dados necessários para o script) e Saídas (variáveis que receberão o retorno).

  • O script devolve as informações em formato JSON, que são armazenadas nas variáveis de saída para uso em etapas posteriores do fluxo.

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Execução de Relatórios

Permite a geração automática de documentos baseados em dados coletados pelo processo (como informações de formulários ou resultados de scripts).

  • O tópico utilizado para esta funcionalidade é o workerRelatorios.

  • O usuário define o relatório e configura parâmetros como título, contexto da base de dados e formato de exportação (padrão PDF) utilizando expressões do BPM.

  • A tarefa retorna a URL para o download do relatório gerado, que pode ser utilizada em notificações ou tarefas de assinatura.

Execução de Assinaturas

O sistema permite gerenciar processos de assinatura digital de documentos através do tópico workerAssinador. Existem dois fluxos principais disponíveis:

  1. Assinatura padrão: utilizada para processos diretos onde o sistema envia o documento (via URL) para uma lista pré-definida de usuários e aguarda a conclusão de todas as assinaturas para prosseguir com o fluxo.

  2. Assinatura controlada por Processos Digitais: indicada para fluxos onde a assinatura deve aparecer como uma tarefa pendente no sistema Conecta.

    • Uma tarefa de serviço inicializa o processo e retorna um Protocolo de Assinatura.

    • Este protocolo é vinculado a uma tarefa de usuário (geralmente configurada como multi-instância para múltiplos assinantes).

    • Uma tarefa de serviço final utiliza o mesmo protocolo para concluir o processo e disponibilizar o documento assinado.

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Recomenda-se a utilização de um Error Boundary Event acoplado às Tarefas de Serviço. Isso permite que o sistema capture falhas de comunicação ou erros de execução do script/relatório, direcionando o processo para um fluxo de tratamento e evitando a paralisação do atendimento no Conecta

Boas práticas de modelagem

Para garantir a clareza e a uniformidade dos processos modelados, é importante seguir algumas boas práticas:

  • Nomes: as atividades devem ser iniciadas com verbos no infinitivo, como "aprovar", "validar", "emitir", e conter entre 2 a 4 palavras.

  • Padronização: todas as atividades devem ter retângulos de tamanho uniforme, independentemente da quantidade de texto dentro deles.

  • Conectores: os conectores (linhas que ligam eventos e atividades) devem ser claros e não se cruzarem para evitar confusão.

  • Eventos de fim: devem ser nomeados com verbos no particípio passado (terminações -ado e -ido), como "aprovado", "finalizado", "enviado".

  • Piscinas: as piscinas devem estar interligadas através de fluxo de mensagens, garantindo que a comunicação entre diferentes áreas seja clara e compreensível.